ENERGIAS QUE CURAM OU CONTAMINAM

29/08/2012 23:11


por Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br


"No aprendizado da vida tudo vale a pena, mesmo se a alma é pequena".

Vivemos em uma realidade interdimensional cuja energia é o elemento que move a mecânica dos acontecimentos que se sucedem. Dinâmica, que independentemente da dimensão na qual nos encontramos, é o resultado de nossas livres escolhas durante o processo vital.
Nesta verdadeira profusão de energias que representa a vida, o homem é um fio que se interconecta com outros fios da grande teia da vida universal. Sem percebermos, nos encontramos ligados a energias compatíveis com a nossa natureza de característica multidimensional, sendo que o pensamento associado à ação é o que determina o tipo de energia que iremos afinizar com o mundo externo.
Portanto, estamos permanentemente ligados ao amplo contexto de contatos interdimensionais chamado vida inteligente. Somos um fio energético inserido na incomensurável malha da dinâmica universal repleta de energias que se conectam por afinidade. Situação que reune a realidade material, física e a realidade imaterial, extrafísica, onde o homem encontra-se ainda perdido no emaranhado energético de seus pensamentos, atos, sentimentos e emoções. Invariavelmente, luz e sombra são suas companhias na trajetória existencial que representa o histórico de muitas vivências através do ciclo das reencarnações.

luz da caminhada estimula-o a depurar a sua energia através do pensamento e da ação, enquanto a sombra incentiva-o a contaminar a sua energia através de sentimentos negativos associados a atos comprometedores.
Por intermédio do livre-arbítrio, surgem as experiências vitais conectadas à sensação de sofrimento, ou as experiências vitais sintonizadas à sensação de bem-estar ou de felicidade possível. Vivências que encontram o predomínio de energias em conformidade com as livres escolhas durante o processo existencial do espírito.
Muitos passam a vida atribuindo os seus infortúnios à má sorte, onde a lamúria é a energia que os mantém sintonizados à sensação de sofrimento. Sem se darem conta, simplesmente reproduzem o mesmo padrão energético da vida passada que não se desfez com a morte do corpo físico.
Outros geram a mesma energia através da fixação em sentimentos que os mantém ligados à sua natureza imperfeita, como o orgulho, a inveja, o egoísmo, o ódio e a prepotência. Repetem através do livre-arbítrio, uma situação que novamente os levará por tempo indeterminado à experiência do sofrimento.

Neste sentido, somos os únicos responsáveis pela energia que geramos para a nossa vida e a referência para tal afirmação encontra-se na capacidade natural de decidirmos, através de escolhas, o nosso próprio destino. O tempo presente é a base para alterarmos o tempo futuro a partir de um melhor nível de autoconhecimento. No entanto, para que isto ocorra, é imprescindível a perseverança como meio de atingirmos o objetivo desejado.
Sem a persistência, sem o esforço e sem o despertar para a luz da consciência através de elaborações que nos façam compreender as raízes de nosso sofrimento, a cura torna-se algo muito distante de ser realizado. Se não alterarmos significativamente o nosso padrão energético (ou vibratório) através de lúcidas e saudáveis escolhas para o corpo e o espírito, não nos libertaremos de experiências negativas que contaminam a essência e interferem no crescimento integral.

Certos casos de cura, embora raros, pertencem ao âmbito dos milagres em que a fé religiosa, por intermédio da dádiva alcançada pela promessa ou simples pedido, aciona o fenômeno da cura que a ciência não consegue explicar, mas que, conforme algumas religiões, é atribuido ao critério do merecimento. Ou seja, ao fato de que o indivíduo, na vida atual, é merecedor da cura por ter se empenhado no processo de mudança interior.
Independentemente da fenomenologia do "milagre" que é um caso à parte na dinâmica da vida inteligente, nada acontece por acaso e tudo tem uma razão de acontecer. Intimamente, escolhemos a energia que vai processar a autocura ou manter-nos subjugados às nossas próprias limitações. A cura se adquire com a firme atitude em relação à quebra de um velho paradigma, enquanto a energia da dor e do sofrimento se mantém com a falta de atitude em relação a si próprio. 



Texto revisado