O CAMINHO QUE PERCORREMOS...

27/10/2015 21:56


Maria Chambers


Muitos de nós assumimos como garantido até onde chegamos e quanto avançamos em nosso processo de ascensão. É bom mudar o nosso olhar dos sintomas da ascensão e olhar para o nosso atual estado de consciência em relação ao estado de consciência de há pouco tempo.

Adoro frequentar a cafeteria das redondezas. Adoro me sentar sozinha em uma cabine, escrever em meu diário, trabalhar em meu blog utilizando o tablete ou iPhone, usufruindo do aroma do café fresco e pãezinhos de canela. Adoro a sensação de estar sozinha, em meu espaço sagrado, ainda que esteja cercada por pessoas e pela vida.


Esse cenário imita como nós, como mestres em ascensão, estamos começando a apreciar estar aqui no Planeta Terra. Ser nós mesmos de maneira plena, viver ao lado de outros humanos, embora estando alegremente distanciados do mundo. Como é delicioso este lugar!

Deixamos de ceder o nosso poder a um deus exterior. Ficamos entediados de falar sobre esses conceitos de incorporar o espírito e agora queremos experimentá-lo. Vivê-lo.

Para a maior parte, passamos da etapa de criar dramas fora de nós mesmos, de estar em relacionamentos ou empregos cáusticos, de nos preocupar com a desordem do mundo e de tentar mudar o mundo.

Somos capazes de escolher mais facilmente como queremos nos sentir e compreendemos que nossas mentes estão tentando integrar-se à nossa consciência. Aprendemos a paciência com a nossa mente e com o nosso corpo por meio desse processo de transformação muitas vezes esmagador.

Estamos aprendendo a nos distanciar de nosso drama interno à medida que colocamos em prática viver lado a lado com a nossa mente. Estamos vivendo com a nossa personalidade humana, com todas as suas “questões”, sem permitir que os nossos sentimentos sombrios roubem a nossa alegria.

Estamos aprendendo a dar espaço para que esses sentimentos se expressem, mas no final das contas não nos identificamos com eles. Não sentir uma necessidade de mudá-los assim como não sentimos mais uma necessidade de mudar o mundo. Outro distanciamento saudável.

Sim, pode ser maçante, às vezes, sem provocar nenhum drama, nem posar tanto mais de vítimas e nem ser atraídos para apreciar o caminho difícil.

Todavia, sabemos em nossos corações, independentemente de que sentimentos possam surgir, de que condições estamos experimentando em nossos corpos, que estamos acessando algo profundo. Algo mais gratificante do que já sentimos antes como um ser humano.

Talvez tenhamos nos esquecido de que estamos aqui como pioneiros e líderes da nova consciência.

Essa transformação do humano para o humano divino pode nos deixar sentindo-nos tão incrivelmente vulneráveis, que não acreditamos o suficiente que somos os precursores. Mas isso é exatamente porque somos os líderes, na linha de frente. A maioria dos humanos não está pronta para ser tão vulnerável.

Portanto, cada um de nós, no próprio caminho, é líder. Estamos aqui para estar a serviço, mas de uma maneira totalmente nova. Não da antiga forma de sacrificar-nos ou de comprometer-nos. Ou a partir de um lugar de altruísmo equivocado.

Ao olharmos para o mundo e todas as disputas, distúrbios civis, guerras, desumanidade entre os humanos, verificamos um sistema de crença reproduzindo-se, que diz que é necessário pagar-se pela liberdade. Vemos que essas batalhas externas são na realidade um reflexo dos nossos mundos internos. As pessoas acreditando que precisam proteger-se de uma força externa.

Nós, que estamos na vanguarda da ascensão, sabemos que não se precisa de tal proteção. Que, de fato, quanto mais tentamos nos proteger, mais convidamos o ‘inimigo’ com a nossa frequência de medo.

Estamos descobrindo que estamos seguros, sempre estivemos, e sempre seremos divinamente orientados. Que somos eternos. Que não existe um momento em que não sejamos amados plena e incondicionalmente por nossa alma, por nossa divindade.

Nossas contrapartes não físicas, os grandiosos arcanjos e os mestres ascensos esquecem-se, às vezes, do desafio de se estar na forma humana, os medos e as preocupações de ter um corpo físico para lidar. A manutenção por si só pode deixar o mais evoluído dos seres coçando a cabeça e se perguntando: “No que eu fui me meter?”

Há momentos em que sentimos que é impossível o que nos é solicitado: permitir uma transformação total de cada célula de nosso corpo a fim de acomodar o espírito! Façam essa afirmação a alguém não desperto e ele vão vê-los como delirantes.

Não vamos subestimar a densidade deste ambiente em que vivemos: tanto a densidade emocional quanto a física. A influência da consciência de massa, nossa programação antiga e nossas transmissões ancestrais de doenças e disfunções. Tudo isso está mudando.

O amor por nós mesmos, que estamos acessando, está trazendo à baila energias ocultas, tanto emocional quanto fisicamente, que descobrimos em nós, tendo que passar por elas (realmente essas energias estão passando por nós) sem nenhum apoio do mundo ao redor.

Mas estamos fazendo isso.
E estamos fazendo espantosamente bem!

Estamos pisando em lugares em que a maioria dos humanos ainda não está preparada para fazê-lo. Não podemos compartilhar, confortavelmente, as profundezas do que vamos passar, mesmo com aqueles de quem nos sentimos próximos, porque eles não chegaram lá ainda.

Assim, vejam o lugar em que vocês estão agora e deleitem-se no progresso que fizeram em um curto tempo – esta existência neste corpo!

Nossos amigos não físicos estão em êxtase conosco. Eles não conseguem acreditar que fomos capazes de fazer o que estamos fazendo: Incorporar o Espírito nesta única existência, despertar para a nossa Consciência Crística e permanecer aqui no Planeta.

Estamos aqui como alquimistas, movimentando as energias em nosso interior, o que, por sua vez, movimenta as energias no mundo ao nosso redor, abrindo potenciais e portas para os outros caminharem.

Só isso deveria fazer com que vocês tivessem uma sensação apaixonada por estar aqui. Que aventura incrível vocês deram início! Vocês, como seres anímicos, em nível de alma, quiseram experimentar a iluminação, e não quiseram esperar mais 20, ou 30 ou 100 existências para fazê-lo.

Vocês foram claros, vocês disseram: “Esta é A existência…tudo o que for preciso!”

E não subestimem a determinação da sua alma!

Por favor, respeite os créditos ao compartilhar
http://stelalecocq.blogspot.com/2015/10/o-caminho-que-percorremos.html
Maria Chambers – https://soulsoothinsounds.wordpress.com/
Tradução de Ivete Adavaí Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com
Grata Ivete!

LUZ!