RESPIRANDO COM AS NOVAS ENERGIAS QUE ESTÃO CHEGANDO

02/03/2013 15:15

 


 


Graziella Davanso
Facilitadora da Respiração Criativa
01/03/2013


​Percebendo e sentindo a paisagem da vida dos últimos dias, a minha e ao redor, eu diria que vi e senti muita nova energia entrando, uma abundância incrível de nova energia, com muita clareza e simplicidade, a ponto de me perguntar: “Céus, que faço eu com tanta energia? É muita energia!”.

Mas daí logo me ocorreu: “Deixe que ela sirva você, respira e deixa fluir, deixa entrar”.
Pois foi o que fiz.

Ao mesmo tempo, e não por acaso, na mesma paisagem, vi e senti muita velha energia, como direi... Bem, acho que a melhor palavra é “estrebuchando”, isso mesmo, “estrebuchando”, se debatendo feito doida, com muito medo, tentando sustentar o velho jogo de controle.

Ontem, tive a sensação que ela estava no auge do “estrebuchamento” e percebi, em situações e relatos aqui e ali, que mais pessoas estavam sentindo isso, cada um a sua maneira, mas também estavam sentindo. Como diria um querido sábio, a liberação sempre acontece no pico, no auge de seu potencial. Pois então, assim foi, que assim seja, e assim é. Tchau, tchau velha energia!

Aí, hoje acordo, ainda sobre os efeitos de toda essa movimentação, e, enquanto preparava o café da manhã, me ocorreu com muita clareza:

Caramba! É a velha estrutura de poder despencando, uma estrutura milenar, ancestral, excessivamente baseada no controle, na manipulação, na alienação, na doutrinação através da mente. É a velha estrutura da mente do pequeno humano estrebuchando, com muito medo, pânico até, eu diria, porque está perdendo o controle que achava que tinha, já não consegue mais manipular, doutrinar como antes, não está mais funcionando como antes, as regras mudaram e não está encontrando manual para as novas, até porque não existe. É a velha mente tentando entender o que está acontecendo, tentando usar velhas regras para entender as novas, e não vai funcionar, porque as novas regras são novas mesmo.

E o que está acontecendo então? Bem, só posso dizer a partir do meu olhar, e o meu olhar vê e sente que está acontecendo uma grande, enorme onda de despertar, de despertar para si mesmo, e não adianta ficar tentando encontrar respostas fora, não adiante tentar achar um “bode expiatório” nas situações e nas outras pessoas para empurrar isso adiante, para tentar manter o controle, tentando controlar o outro, porque não vai dar certo, não vai prestar.

O que fazer diante deste cenário, desta paisagem?

Bem, só posso dizer o que eu faço, o que tenho feito, que é deixar, e mais do que deixar, é convidar a nova energia para entrar, para fazer parte da minha vida e deixo as velhas energias estrebucharem sem tentar entender, apenas respirando e movimentando as energias.

Às vezes é bem desafiante, mas percebi que é só à primeira vista, só não dar muita atenção que tudo se equilibra. Eu não dou muito ibope para as energias estrebuchantes, porque se eu der ibope, aí tudo fica muito desgastante, e não há nada a complementar, não há nada a negociar com elas, pois são o que são, é simplesmente sobre deixar fluir e liberar.

E o que é a nova energia senão o que chega com o despertar para si mesmo, para a integração consigo mesmo, o despertar do humano divino que está caminhando para um salto muito além da mente, muito além dos processos mentais?!!!

E quando a nova energia chega, como disse antes, ela chega chegando, movimentando todas as estruturas, não fica pedra sobre pedra, e o que estava debaixo das pedras recebe luz, desperta.

Sabe a alegoria da Caverna de Platão?

Bem, eu diria que a caverna está ruindo, tem muita luz entrando, e o que está debaixo das pedras, o que está dentro da caverna, vivendo das sombras, não está acostumado com a luz, na verdade, não gosta muito da luz. Mas com a nova energia não tem negociação, e ela não chega chegando porque quer causar, porque quer controlar, de forma alguma, ela chega chegando porque esta é a sua natureza da sua luz.

Então, o melhor mesmo é permitir que as estruturas despenquem para que novos cenários, novas paisagens sejam criadas. O melhor mesmo é aceitar, porque ela veio para ficar e está prontinha para servir na construção da nova paisagem. Ela é plena, abundante, clara, transparente, cheia de graça e leveza, flui e expande com facilidade, ela é simples, e exatamente por ser simples é que ela sacode as velhas estruturas que por natureza são muito complexas e complicadas.

E tem muita coisa, tem muita gente, muitos sistemas que se criaram e sobrevivem a partir destas velhas estruturas. É só dar uma olhadinha básica no cenário mundial e estão lá, as velhas estruturas, os velhos sistemas despencando que nem fruta madura no pé, tentando resistir a todo custo, mas tem jeito não, e pode até levar um tempo, um bom tempo, mas nada estruturado demais permanecerá em pé.

Então, o melhor mesmo é respirar, respirar com simplicidade, respirar sem cerimônias ou rituais, simplesmente respirar e deixar tudo respirar, abrir as janelas do corpo e da alma, e então, a mente, a querida mente finalmente pode relaxar, descansar, porque sobre ela já não há necessidade de recair tanta pressão, e ela passa para um novo status, um status com mais leveza, simplicidade e clareza de percepção, e certamente se torna muito mais eficaz, ela passa a ser mais colaborativa com os outros sentidos, deixando que a nossa própria natureza utilize toda a sua sabedoria para encontrar equilíbrio, um novo equilíbrio.

FONTE: Respiração Criativa